Desvãos do Pensamento

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Desvãos do Pensamento

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Desvãos do Pensamento

autor: Josyanne Rita de Arruda Franco

formato: 14 x 21 cm 

Josyanne Rita de Arruda Franco lançou seu mais recente livro: Desvãos do Pensamento.  Um livro de contos, poesia e prosa poética do imaginário da autora, em viagem que transcende lembranças e fantasia. Em linguagem metafórica e por vezes lúdica, Josyanne oferece voz lírica ao sentimento narrado em prosa e verso.

Um convite…sempre um convite.

Sobre o livro, o escritor Luiz Haroldo Gomes de Soutello escreveu:

Sacerdotisa de Hermes
Entre os deuses da velha Grécia, que eram sínteses arquetípicas desta ou daquela faceta dos humanos, o mais complexo, a meu ver, era Hermes, o mensageiro do Olimpo, que, por essa função, era também o deus da linguagem articulada e ainda o deus das encruzilhadas e das frestas ou desvãos, eis que podia circular livremente por toda parte, inclusive pelo mundo subterrâneo dos mortos.

Posta essa premissa, a médica-escritora Josyanne Rita de Arruda Franco, jundiaiense nascida no Amapá e criada no Pará, revelou-se uma destacada sacerdotisa de Hermes ao publicar, no finzinho de 2016, um precioso livro intitulado “Desvãos do Pensamento”. O poema homônimo encontra-se na página 141 e fornece uma chave de leitura ao referir-se a “ecos nos desvãos do pensamento”. O livro é bem isso: ecos nos desvãos do pensamento. Ecos poderosos, que provocam vibração harmônica no leitor, ou ao menos neste leitor, como quando a autora se descreve qual o leme de um barco fantasma, ou quando louva a beleza carnívora do lobo, entretanto saciado de luar. Essa metáfora remete às paredes contraditórias do desvão, às quais a autora retorna, sem metáfora e sem pudor, quando diz que “o poeta é egoísta, só lhe interessa o que sente, melhor seria voltar ao encontro da segura realidade” (p. 54). Outro exemplo da contradição ambivalente do desvão está entre “pensamentos moços” e viajar no tempo, olhando o casario colonial de Parati. Mas, além de explorar magistralmente as contradições, tanto as próprias quanto as universais, a autora é também capaz de sínteses impactantes, como quando diz que “amar é viver ao som de boleros”. E ela diz isso tudo com um sorriso complacente e nostálgico: “tolices românticas desmanchadas em lágrimas e adeuses”.

Mas Hermes não era apenas o deus dos desvãos, era o deus da linguagem articulada. E a sacerdotisa Hermínia Josyanne Rita não se esquece disso, brincando com as palavras e com o alfabeto. Organiza uma sequência de poemas pela ordem alfabética dos títulos e dá outras demonstrações de que, a par da inquietação metafísica abissal e abismática, está um espírito lúdico à moda dos trovadores provençais.

O atual volume de produção literária em Jundiaí é comparativamente alto, mas raramente atinge essa qualidade.

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