Lisboa Intemporal

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Lisboa Intemporal - 100 imagens do último século (de 1910 a 2010)
Uma visão artística e fotográfica

Autores: Roque Gameiro e Márcio Martelli

Formato: 27 x 22 cm
Nº de páginas: 240 páginas

Resumo: 

Lisboa revisitada, por Márcio Martelli

Na cadência da mais lusitana de todas as cidades do mundo procurei-me em cada canto. Ora achei-me de prontidão, ora perdi-me por completo. 

Andar por Lisboa, em meados do mês de maio, para enquadrar o olhar do artista Roque Gameiro – que há cem anos aqui esteve – restaurou em mim uma súbita esperança: a de que o passado não passa jamais.

Peregrinámos (eu e a fiel escudeira Margarida – ou serei eu o seu Sancho Pança) pelos becos, ladeiras, praças, pátios à procura dos nossos moinhos desafiadores e encontrámos bandeirinhas coloridas, o bairro de Alfama em festa, retratos de outrora, um passado presente de solidão, abandono, memória e ilusão.

A festa de Santo António preparava-se lentamente e a minha lente captava aquilo que restou sobre o que o tempo incumbiu de transformar. Em dado momento parecia que tudo estava intocável, que o passado retornava e que o artista estava ao nosso lado como que dizendo – “não é bem esse o ângulo que pintei, um pouco mais para a direita”. E sentíamo-nos crianças, rindo como riem os anjos ao tocarem suas trombetas anunciando alvíssaras.

Refastelei-me com Alfama e sua alma cigana, encantei-me com o Bairro Alto, com a vista do miradouro. Vivi como um português que à sua casa retorna. Sonhei um sonho impossível que no momento se concretizava. Era eu a navegar na nau portuguesa descobrindo uma Lisboa que, embora escondida, se descortinava ante meus olhos.

Admirei e vi-me ali, extasiado, entre a pintura e a realidade. Era sonho ou verdade? Era real ou imaginário? Era poesia e arte, revelada pela capacidade que os homens têm de criar projetos e de os realizar. 

Foi o que a Padrões Culturais me proporcionou.

Foi o caminhar ao qual Margarida me conduziu.

Foi o que o poeta que mora em mim ensinou a fotografar.

E a beleza de Roque Gameiro eternizar-se-á por mais 100 anos através dos instantâneos que este brasileiro, que vos escreve, revelou com o seu olhar.

Obrigado, Portugal!

 

Márcio Martelli

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