Selfie [autorretrato]

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Selfie [autorretrato]

Autor: Márcio Martelli

Formato: 16 x 23 cm, 160 páginas. Ilustrado com fotos do autor em sua viagem à Turquia.

Poesia e prosa poética do cotidiano.

 

Sobre Selfie:

Márcio Martelli volta com muito mais dele mesmo. Quase como um autorretrato feito ao acaso. Lembra aquela foto tirada diante do avião, depois do susto. Ele aponta a câmera para ele mesmo e nos traz um retrato cotidiano, daqueles que mostramos aos amigos para dizer que está tudo bem. Mesmo quando não está. Mas porque está, afinal, somos todos assim, cheios de altos e baixos, nessa montanha russa alucinada das nossas vidas.

Não que em algum momento ele não tenha sido ele mesmo. Ele sempre é como ele é. Mas este livro nos traz muito mais do Márcio Martelli do dia a dia: lírico, sonhador, nostálgico, crente até! Inacreditavelmente esperançoso, mesmo quando o mundo parece conspirar contra ele.  Mas não conspira. Apenas prega peças como um moleque criado na rua, como dizia minha mãe.

 

Selfie é o seu mais autêntico autorretrato. Feito com os devaneios das madrugadas e nos momentos de profunda reflexão. Construído sobre lembranças e, porque não, na esperança de muitos outros novos dias cheios de luz. Outros dias que permitirão que se faça novos autorretratos. Afinal, o poeta jamais fecha sua síntese num único texto. Muito menos o seu porta-voz, sempre alerta, sentado em sua cadeira.

Ronaldo Trentini

 

 

Confiar vem do latim ” confidere", formado por "com", intensificado, mais "fidere", do substativo "fé", "crença em algo ou alguém". E essa confiança quando entregue a nós por um amigo para apresentar uma obra, seu mais novo filho, seu bebê ainda sendo gerado, prestes a ter a bolsa estourada, convidando-nos a amadrinhar seu benjamim, seu mais novo feito de paixão... e confesso que este prazer é inigualável...

Não se compara apenas à gerar o filho, mas sim à beleza de vê-lo chegar ao mundo com sua vontade de nascer, de conhecer e ser conhecido.

Assim eclode "selfie" que, como o próprio nome já define: um filho de si, um filho do filho, ou um pai do filho; aquilo que é moderno, mesclando a atualidade das redes sociais que buscam retratar a alma na lente de sua máquinas fotográficas embutidas o sorriso amarelado e posado para um "status" de Instagran a imagem de um ser humano feliz diverso daquele que realmente somos... nosso autos traz aqui seu filho desbocado, seu filho rebelde, numa capa linda que se auto delata... quase dizendo... vocês vêm essa capa? Acreditam que é apenas isso que existe dentro de mim? Pois leiam e verão que há sempre algo além de filtros de "insta". 

Isso nos remete até mesmo à adolescência rebelde dos anos 80 que posava de "gatinho" para revistas, mas num ato "sem-querer" sempre aparecia algo despudorado como um cigarro ilícito, uma garrafa de álcool nas mãos de uma moça elitizada ou até mesmo um ato esquerdista de um filho partidário, mas absolutamente sem "segundas intenções", hã!

Esta obra nos faz acreditar em tudo quando há de retratar a alma do homem e suas mentiras e verdades... a capa nos traz um menino feliz, cheio de sonhos, altamente defensável e quase inexistente; ao passo que o mesmo menino em carne, com o qual nos deparamos dentro do livro, com a pena nas mãos, já chegou a desistir de sonhos, já olhos para dentro de si e se deparou com seu vazio interior, sem saídas, sem espelhos que mostrasse dentes brancos e totalmente ilesos ao tempo, a pele sem filtros milagrosos...

Mostra-nos um menino cheio de sonhos, mas machucado, que a vida muitas vezes deixou ao relento, no frio, cheio de cicatrizes, que ele mesmo faz questão de mantê-las, tal como tatuagem, pela beleza da saudade e da dor (prazerosa) que lhe trazem.

 

E mim a vida deixa marcas

Cicatrizes indeléveis

Que não me incomodam

Mas trazem saudade

Daquelas de doer o coração

Essas marcas da vida

Eu quero para sempre em mim

Como tatuagem

Perene no corpo e na alma

Essas marcas que a vida me deu

São presentes que nunca esqueço

São fases, de alegria ou não,

Mas que são minhas, somente minhas

 

Mostra-nos um menino cheio de sonhos, mas machucado, que a vida muitas vezes deixou ao relento, no frio, cheio de cicatrizes, que ele mesmo faz questão de mantê-las, tal como tatuagem, pela beleza da saudade e da dor (prazerosa) que lhe trazem.

 

Nos intriga essa vontade indelével  do Autor em fazer com que nós tenhamos sempre a curiosidade imensa em sabe o motivo que lhe toca o âmago quando escreve com tamanha dor e tal sofrimento lhe traz à tona algo tão belo e ao mesmo tempo tão doloroso...

Mas sonhamos, assim como o sonhador dessa capa que nos demonstra logo nas primeiras e derradeiras páginas, que "Existe um impulso muito forte que nos atrai à dor. Como se gostássemos de sofrer sem motivo. Fazendo daquele copinho pela metade, uma grande onda invadindo a praia. Daí, a gente se flagela, como se sentir tristeza fizesse passar tudo e fosse a solução para todos os males...." e voltamos a nos apaixonar novamente e tudo o que queremos é descobrir a fórmula mágica que faz com que nosso querido escritor, poeta, cronista, editor, amigo, fotógrafo e sonhador consiga se reinventar a cada dia com a beleza de seus versos de beleza extraordinária que nos torna devoradores insaciáveis de seus escritos...

Mais uma vez, o mero agradecimento com a palavra "obrigada" não exprime a emoção de madrinhar um filho de um grande como o MM... 

É com orgulho que reitero meus singelos agradecimentos...

Dra. Samantha Barros

 

POSFÁCIO

MÁRCIO MARTELLI, homem de múltiplas faces, de infindáveis existências, prismático como poucos ousariam ser, pensador e tradutor de almas, poeta e poesia em pessoa, cativante e cativo, brindou-nos com mais um pouco de si. Ainda que em muitos pensamentos e facetas, uma vez mais sorvemos se “eu” em gotas, em pequenas doses E nessas diminutas passagens vislumbramos o mundo, da dor à alegria, da saudade ao que cala, do tudo ao mais completo vazio, até após decifrá-lo, alcançarmos o altiplano do homem MARTELLI e sua infinitude. Assim o autor, humanista, encantador de almas e corações, com sua apurada verve, conduziu-nos em sua obra, qual Quixote e seu Rocinante, pelo mundo, ora lutando contra moinhos de vento, sob a forma de soberba, pobreza, avareza, falsidade, arrogância, inimigos seus e de todos os puros de alma como o herói da Mancha e como MARTELLI !

Selfie – autorretrato” antes de tudo é um grito da alma, um retrato não só do autor, mas de todos nós, da grandeza e da miséria humana, daquilo que de fato somos, ou almejamos ser um dia.

Enfim, versar acerca de MARTELLI e sua obra num posfácio, soa paradoxal, na medida em que suas linhas cintilam como um descortinar para a vida, nunca se esgotando ou findando, jamais se exaurindo !

 

Brindemos em odes mil a MARCIO MARTELLI e sua mais recente obra, Selfie – autorretrato”, augurando desde logo por novas lições como a que há pouco apreciamos.  

Alexandre Barros Castro

 

Advogado

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