Televisão em 3 tempos

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Televisão em 3 tempos

Três épocas de um Brasil que viu nascer a televisão em preto e branco, cores e digital 

Autor: Elmo Francfort. Prefácio de José Armando Vanucci.

Formato: 16 x 23 cm, impresso em preto e branco.

Nº de páginas: 328 páginas ricamente ilustradas com fotos do acervo da Pró-TV. 

 

O livro "Televisão em 3 Tempos: Três épocas de um Brasil que viu surgir a televisão em preto e branco, cores e digital" é uma obra de referência, sendo a primeira a mostrar um panorama geral dessas três épocas históricas de nossa televisão, abordando de forma inédita e com profundidade a trajetória e a implantação da TV em cores e da TV digital no Brasil. Saiba, além de televisão, como era a moda, a divisão territorial do Brasil, a música, o panorama histórico do Brasil e do mundo, o futebol, a política, os brinquedos, o cinema, o teatro, os costumes, a expansão da televisão no Brasil, a crítica de TV e muitos outros temas que inserem a história da televisão dentro da evolução da sociedade brasileira. Conheça mais os três tempos, destrinchados a partir dos marcos de 1950, 1972 e 2007.

Há também a grade de programação de cada período e uma entrevista exclusiva com Vida Alves, presidente da Pró-TV, e pioneira da televisão, sobre a evolução que presenciou em cada período.

Prefácio do crítico de TV, José Armando Vannucci e apresentação do consultor Mauro Alencar.

 

Emoção ou razão: a televisão sempre presente

 

A televisão sempre teve um papel de destaque em minha vida. Se hoje falo  profissionalmente sobre ela e sou obrigado a ter uma postura crítica sobre o veículo de comunicação mais popular do país, no decorrer do tempo ouvi diversas histórias, conheci suas estrelas e assisti muitas de suas produções. E confesso que, assim como milhares brasileiros, sou fascinado pelo que vem pela telinha, pelos sonhos que se tornam realidade a partir do trabalho de muitas pessoas.

 

Minhas primeiras lembranças de programas de TV surgem ainda da infância, quando, num sobrado no bairro das Perdizes (muito perto do Sumaré, local onde ficavam a sede e os estúdios da TV Tupi), ao lado de minha mãe acompanhava novelas de sucesso na época, entre elas “A Viagem”, “Mulheres de Areia”, “Pecado Capital” e a inacabada “Como Salvar Meu Casamento”. Minha família diz que esta paixão por televisão vem muito antes desta fase, talvez ainda durante a gestação, já que nasci pouco tempo depois de um dos festivais em que meu pai participou como integrante do Trio Marayá.

 

Crença familiar à parte, o fato é que a televisão pautou muito dos meus comportamentos, afinal novela boa ou programa de sucesso são aqueles que contam um pouco dos costumes da época, antecipam as mudanças, influenciam o consumo e determinam o que vai ser moda. Qual mulher nunca chegou numa loja e pediu o vestido “igualzinho ao que Glória Pires usa na novela”? Ou o homem que comprou o carro do momento, “aquele que o Tarcísio Meira pilota na TV e conquista todas as moças”. E não para por ai. A televisão nos faz comprar a jarra de suco em forma de abacaxi de “A Grande Família”, a boneca da Xuxa, o jogo do Gugu Liberato e o pen drive em forma de robô do “Big Brother Brasil”.

 

Minha história parece em muito com a de Elmo Francfort, autor de “Televisão em 3 Tempos”, livro que você vai começar a ler daqui a algumas páginas e que não conseguirá largar antes do final. Ele é um apaixonado pela televisão, viu sua família trabalhar em diversas emissoras e também é obrigado a olhar para este veículo de comunicação de uma forma crítica para estudá-lo e reunir informações que serão muito valiosas para as próximas gerações de telespectadores, que precisarão saber dos esforços dos pioneiros, das dificuldades das transmissões, dos programas e astros, da época em que os sonhos não eram coloridos, muito menos ricos de detalhes em alta definição.

 

Em “Televisão em 3 Tempos”, Elmo Francfort nos leva a uma viagem que vai bem além do registro histórico da televisão em seus momentos mais importantes. É claro que o leitor terá ricos detalhes sobre o surgimento da TV através das instalações do Sumaré, a chegada da cor com toda a pressão política e empresarial da década de 70 e o início da era digital que amplia os horizontes desta indústria de entretenimento e informação. Mas, recordará também os carros, moda, costumes, comerciais, brinquedos e muitas outras coisas que sempre foram influenciadas pela TV. Este livro traz um pequeno panorama da política e economia em 1950, 1972 e 2007, mostrando que o Brasil, o mundo e o homem eram bem diferentes nestes três momentos.

 

Confesso que ao ler “Televisão em 3 Tempos” fui imediatamente aos anos 70, quando comecei a assistir aos primeiros programas da televisão ao lado da minha mãe e, ao voltar da escola, passava de ônibus em frente aos estúdios da TV Tupi, no bairro do Sumaré, onde centenas de pessoas disputavam um lugar nos auditórios dos programas da emissora. Hoje, logo mais, é hora de pensar na pauta da entrevista com um diretor de TV que farei na rádio Jovem Pan, no comentário que será publicado no blog “Parabólica JP”, naquela conversa com o protagonista da novela e nas informações da semana para o programa “Todo Seu”. É a televisão na minha rotina.  

 

José Armando Vannucci *

 

 

* Jornalista especializado na crítica de TV, audiência e entretenimento em geral. Atua na Rádio Jovem Pan desde 1989, sendo também chefe de produção, de reportagem, coordenador artístico, editor do portal Jovem Pan Online e do blog Parabólica JP. Também é colunista do programa Todo Seu, de Ronnie Von (onde possui o quadro “De Olho na TV”) na TV Gazeta, desde 2005.

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